Publicado por: Bira | 22/08/2009

Quênia faz dobradinha inédita na maratona do Mundial; Marílson é 16º

Por metade da maratona, o brasileiro Marílson dos Santos sonhou com o pódio da prova no Campeonato Mundial de atletismo. Mas ele não resistiu ao ritmo imposto pelos africanos. E o Quênia acabou fazendo a festa em uma das provas mais nobres do atletismo.

Abel Kirui venceu neste sábado, com 2h06min54, com 54 segundos na frente do compatriota Emmanuel Mutai. O pódio foi completado com o etíope Tsegay Kebede, que completou o percurso em 2h08min35.

Marílson brigou pela liderança até a metade da prova e terminou na 16ª posição, com 2h15min13. Três postos atrás ficou o brasileiro Adriano Bastos, com 2h15min39.

Apesar de ser um dos países mais tradicionais neste tipo de prova, esta foi apenas a terceira vez que o Quênia conquistou o ouro na maratona masculina do Mundial, sendo a primeira com uma dobradinha. Antes de Kirui, os outros vencedores foram Douglas Wakiihuri (em Roma-1987) e Luke Kibet (em Osaka-2007).

Esta também foi a apenas segunda vez que um país teve os dois primeiros colocados na prova. Até este sábado, o único que havia alcançado este feito foi a Espanha com a vitória de Abel Antón, seguido por Martín Fiz em Atenas-1997.

Antes de vencer em Berlim, Kirui tinha como principal conquista a vitória na Maratona de Viena-2008. Ele ainda foi segundo em Berlim-2007 (quando o etíope Haile Gebrselassie bateu o recorde mundial) e terceiro em Viena-2007, Roterdã-2009 e Cingapura-2006.

Marílson começou bem e permaneceu no pelotão da frente logo no começo da prova. Ele foi o único brasileiro a manter-se entre os primeiros já nos cinco quilômetros. José Teles e Adriano Bastos não conseguiram acompanhar o grupo.

A partir dos 20 quilômetros, a prova passou a se definir. Oito atletas abriram na frente e Marílson estava no bloco, que ainda tinha três quenianos (Emmanuel Mutai, Abel Kirui e Robert Cheruiyot), três etíopes (Tsegay Kebede, Deriba Merga e Deressa Chimsa) e Dieudonne Disi, de Ruanda.

Mas, logo após completar metade da prova, o sonho de Marílson passou a ficar mais distante. Ele foi ficando para trás do grupo e a briga pela vitória se resumia agora a um pelotão de cinco atletas (Cheruiyot, Kirui, Mutai, Merba e Kebede). Sem o mesmo ritmo, o brasileiro sentia o cansaço e passou a lutar para ficar entre os dez melhores.

Faltam dez quilômetros para o final, Cheruiyot e Kebede ficaram para trás, e por volta dos 35 quilômetros foi a vez de o etíope Merba não aguentar. Com um ritmo intenso, os quenianos Kirui e Mutai distanciaram, mas a briga só durou até o 40º quilômetro. Kirui abriu para o seu compatriota e não foi mais alcançado para cruzar a linha de chegada no Portão de Brandenburgo em primeiro lugar.

Fernando Narazaki
Em Berlim (Alemanha)
http://esporte.uol.com.br/atletismo/ultimas/2009/08/22/ult4353u1164.jhtm


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